Hordes

Já falamos sobre o excelente wargame Warmachine, sucesso mundial lançado pela mesma produtora do excepcional Reinos de Ferro. Hoje falaremos de seu jogo-irmão, que vem conquistando cada vez mais espaço no concorrido mercado americano de jogos de miniaturas: Hordes.

 Anunciado em plena Gen Con 2005, Hordes causou uma grande expectativa entre os fãs de Warmachine – já consagrado nessa época. A nova linha seria um wargame em tese independente, porém, com regras aplicáveis ao seu irmão maior, podendo serem jogados os dois em uma mesma partida. Isso traria aos amantes do primeiro, toda uma nova classe de possibilidades, além de dezenas de novas miniaturas para implementar os combates. Como programado, a Privateer Press lançou em 2006 a primeira caixa denominada Primal, e o sucesso foi imediato. No mesmo ano o jogo ganhou o prêmio Origins (o Oscar da indústria de jogos de entretenimento) de melhor expansão para jogos de miniaturas. Assim como seu antecessor, Hordes também é ambientado no cenário de campanha Reinos de Ferro, no entanto, explorando um ponto diferente do mundo. Enquanto Warmachine trata dos exércitos das terras civilizadas, com suas imensas máquinas à vapor e magos invocadores treinados por mestres instruídos em organizações bem planejadas, Hordes trata das áreas selvagens do cenário. Seus exércitos são formados por seres bestiais gigantescos que utilizam sua fúria para vencer os confrontos, invocadores especialistas nas forças da natureza e raças bárbaras. Segundo a estrutura do wargame, uma batalha entre peças de Warmachine, contra exércitos de Hordes sempre serão mais interessantes que um confronto homogêneo. O sucesso da nova série está justamente na implementação deste conflito de civilizados contra selvagens!

Os jogadores de HORDES assumem o papel de warlocks comandando suas forças selvagens no combate. Warlocks já são por si só grandes combatentes, e seus exércitos são formados por guerreiros veteranos e brutais, além de grupos de monstros selvagens, chamados de warbeasts, que os colocam em pé de igualdade contra os mais poderosos exércitos dos Reinos de Ferro.

A maior vantagem de um warlock do HORDES não está nas suas habilidades de luta ou em seu conhecimento de magia, mas sim na sinergia entre os warbeasts da sua horda. Variando desde ferozes trolls até os horrendos e sobrenaturais dragonspawns, warbeasts são criaturas perigosas sob qualquer circusntância. Sob o controle de seus warlock masters, elas se tornam invencíveis.

A parte principal da estratégia de um jogador de HORDES é a utilização dos seus pontos de Fúria disponíveis para melhorar as habilidades de seu exército. Pontos de Fíria podem ser usados para aumentar ainda mais a fantástica força bruta de seus warbeasts, ou para se lançar poderosas magias para atacar seus inimigos ou beneficiar as suas próprias tropas. Se bem utilizados, pontos de Fúria podem tornar as forças de um warlock em algo terrível, mas gerar muita Fúria pode acabar se virando contra você, fazendo seus warbeasts perderem o controle e atacarem que estiver por perto – amigo ou não!

A principal novidade interna de Hordes é a substituição das principais peças de jogo. Em Warmachine temosWascasters; poderosos controladores arcanos capazes de manipular os Warjacks, máquinas de guerra à vapor imensas, com grande poder destrutivo! Neste novo jogo, temos duas novas classes em substituição a estas: oWarlock, um feiticeiro ligado às forças elementais da natureza, e únicos capazes de controlar os Warbeasts, feras de combate gigantescas e que utilizam a fúria para destruir seus inimigos. Em Hordes temos quatro facções divididas por raças e ideologias, lutando umas contra as outras, ou contra as forças civilizadas de Immorem. São elas: Trollblood, Círculo de Orboros, Os Skorne e A Legião de Everblight. Veja um breve panorama abaixo:

Trollblood

União de várias raças de trolls que se uniram para impedir o avanço sobre suas terras das nações civilizadas de Immorem e das forças da natureza. Geralmente lutam com armas de combate direto ou com sua incrível força, especialmente em unidades de confronto corpo a corpo, especialidade da facção. Graças à diversidade de raças presentes dentro de seu exército, possuem dano variado e habilidades versáteis em campo de batalha. O principal poder ofensivo dos trolls é conhecido como Troll Strait: bestas gigantes com sede por sangue. Possuem um apetite voraz recheado por uma fúria destruidora capaz de intimidar até mesmo seus aliados. Segundo Matt Wilson (um dos criadores do jogo, assim como do cenário de campanha Reinos de Ferro), estes são os protagonistas desta linha. Como forma de compensar sua grande resistência e poder de batalha, é a facção mais lenta do jogo. Entretando, são capazes de suportar grande quantidade de dano.

Círculo de Orboros

Composta por uma cabala secreta de poderosos druidas, membros de seitas e tribos do deserto, que comandam as forças da natureza contra seus inimigos. O Círculo é  liderado pelos Onipotentes, um trio de poderosos feiticeiros druidas. Cada um destes seres segue uma trilha Elemental, sendo: fera, tempestade e pedra. Cada um dos Warlocks desta facção é obrigado a seguir um destes caminhos. A facção se aliou aos Tharn: raça de canibais humanos dedicados ao culto da Serpente Devoradora, um dos avatares de Orboros, deus dos druidas. O poder Elemental dos druidas tem grande aptidão com a força física dos Tharn, sendo, através desta união, capazes de invocar a Serpente Devoradora. Feita esta invocação, os corpos destes guerreiros sofrem uma mutação, tornando-se animalescos e liberando uma poderosa fúria contra seus inimigos. Estes dois grupos são a maior parte das forças do Círculo de Orboros, embora não sejam as únicas.

Esta facção também utiliza animais modificados pelas forças elementais como Warbeasts, os principais seres utilizados são: lobos de suas cabeças, conhecidos como Argus; e Gorax, seres bípedes de grande poder. A união entre animais e forças elementais geram os imponentes Warbeasts desta facção. O estilo de luta do círculo é rápido e mortal. Eles criam, ou utilizam terrenos que lhes conceda vantagem no confronto. Usam em batalha também, sua habilidade de teleporte para surpreender os inimigos. Eles geralmente se aproximam, atingem as tropas inimigas com grande eficiência e se retiram para organizar uma nova investida.

Skorne

Raça humanóide de guerreiros que possuem uma cultura peculiar referente à dor. Para eles, a tortura é uma forma de arte, e representa uma documentação específica sobre a fisiologia de seus próprios corpos, assim como a de animais e de inimigos apreendidos e escravizados em sua terra natal.   Organizados em castas dividias em casas guerreiras, a sociedade Skorne é construída sobre as costas de incontáveis escravos, tanto humanóides quanto animais. Com uma eficiente organização militar, suas tropas são disciplinadas e centradas especialmente no ataque corpo a corpo. Assim como o Círculo de Orboros, utilizam uma grande diversidade de espécies como Warbeasts, desde ciclopes selvagens até titãs gladiadores. Os exércitos Skorne são formados por uma poderosa linha de frente erguida com animais como Warbeasts. Seu ataque corpo a corpo tem uma eficaz capacidade de causar muito dano, aliado a sua tolerância a dano, torna seus guerreiros mortais, pois sempre permanecem mais tempo em batalha.

Legião de Everblight

Exército de servos dracônicos e criaturas deformadas que servem ao recém desperto dragão Everblight.  Os principais lideres desta facção, são conhecidos como Messias ou profetas de Everblight. Eles descobriram o local de descanso do coração de cristal do dragão, também conhecido por Athanc. Todos os Warlocks da Legião usam o Athanc para se comunicar com o dragão, como com outros Messias. A energia que emana destes cristais corrompem e modificam a estrutura física de outros seres, que forçam outros a se curvarem perante a vontade de Everblight. As primeiras vítimas desta influência foram os Nyss: uma raça de elfos do ártico que viviam perto da montanha onde o Athanc de Everblight foi descoberto por Thagrosh. Estes elfos compoem a maior parte da unidade das tropas da Legião. Além desta tribo, vários Ogruns foram submetidos a esta influência.

Os Warbeats da Legião são todos dragonspawn, criaturas horríveis sem olhos e de origem dracônica, criados a partir do sangue dos bruxos de Everblight. A Legião é a unica facção a ter Warbeasts com asas, facilitando a mobilidade das tropas. Entretanto, possui poucos seres de grande proporção, sendo uma grande desvantagem em relação às outras facções.  Também utilizam diversos animais como bestas de guerra. Possuem manobras variáveis, sendo algumas peças boas em ataque corpo a corpo, enquanto outras auxiliam com investidas de longo alcance. As unidades de combate da Legião são as mais independentes em relação aos outros exércitos. Sua principal especialidade são ataques à distância.

O Avanço das Hordas

O primeiro lançamento do jogo foi chamado Hordes Primal (2006), contendo as regras para o jogo, assim como novas regras para o seu uso em conjunto com Warmachine. Já consagrado, ganhou uma expansão no ano seguinte chamada Evolution (2007). O último lançamento, até agora, veio com Metamorphosis (2009), que trouxe mudanças significaticas para as regras, principalmente na questão da metamorfose em combate.  

Veja a Lista de Livros Lançados:

As linhas são dividas em Mark I (1ª edição) e Mark II (2ª Edição)

Mark I Hordes

Hordes: Primal MK I (2006)

Hordes: Evolution (2007)
Hordes: Metamorphosis (2009)

Mark II Hordes
Hordes: Primal MK II (2010)
Hordes: Domination (2011)
Hordes: Gargantuans (2013)
Hordes: Exigence (2014)

Forces of Hordes é o nome de uma série que pretende lançar um livro para cada facção do jogo.
Forces of Hordes: Skorne (2010)
Forces of Hordes: Trollbloods (2010)
Forces of Hordes: Legion of Everblight (2010)
Forces of Hordes: Circle of Orboros (2010)
Forces of Hordes: Minions (2010)

O Poder Bestial

Hordes trata de um ponto bastante específico no cenário dos Reinos de Ferro, e algo totalmente alheio ao que fez do RPG e do wargame anterior, Warmachine, um enorme sucesso de público e crítica. Porém, mesmo dentro de um contexto mais próximo à fantasia medieval clássica, a Privateer Press presenteou os fãs com algo original e cheio de personalidade. Algo inserido perfeitamente no universo steampunk proposto pelo cenário. Embora caras e de difícil acesso à realidade brasileira, não deixe de conferir estas preciosidades se tiver oportunidade, vale muito à pena!

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